Fruto da experiência acumulada, os operadores de máquinas da ADESA são hoje uma mais valia incontornável no panorama regional nos teatros de operações de combate a incêndios florestais.

O combate directo com o recurso a máquinas de rasto têm sido valorizado pelas estruturas de comando devido a vários factores, com tendência para aumentar a importância deste método de combate. As características do terreno, com vastas extensões de áreas de montanha de declives acentuados associadas à evolução da ocupação vegetal do território, o abandono das áreas agrícolas, a arborização intensiva com o recurso a espécies madeireiras conjugada com a falta de gestão de combustíveis generalizada nos territórios de montanha. Tudo isto conjugado com a evolução demográfica, representa uma dificuldade crescente em fazer frente aos grandes incêndios florestais apenas com recurso aos meios tradicionais, originando incêndios muitas vezes incontroláveis. O uso de máquinas no combate directo e no rescaldo, abrindo acessos e eliminando o combustível na frente de fogo ou no perímetro da área ardida representa uma quantidade de trabalho impossível de compensar por meios humanos.

A experiência da ADESA neste domínio, em parceria com os comandos de Bombeiros Voluntários responsáveis pelo combate, é reconhecida e valorizada chegando ao ponto de ser chamada a actuar fora do território dos municípios associados, numa demonstração clara de solidariedade por parte dos responsáveis que constitui uma marca muito própria da ADESA enquanto Instituição.