Ponto de Situação – Incêndios 2017

O corrente ano está a revelar-se o pior desde os calamitosos anos de 2003 e 2005 em termos de áreas ardida.

Atendendo às condições meteorológicas previstas, que fundamentavam entre os agentes ligados à protecção civil o temor por um verão difícil no que diz respeito aos fogos florestais, estão a confirmar-se os receios. Cerca de 80% do território continental está em situação de seca severa/extrema e as condições dos espaços rurais em termos de prevenção estrutural, como sejam as Faixas de Gestão de Combustíveis em redor das aldeias e de habitações isoladas, em redor de estradas municipais e nacionais continuam de um modo geral por cumprir, o que potencia o agravamento das condições de propagação dos incêndios e consequentemente aumenta a dificuldade nos trabalhos de extinção no espaço florestal.

Apesar de estarmos ainda no meio do mês de Agosto, os valores da área ardida aproximam-se dos 200.000 ha, o que configura o pior resultado dos últimos 20 anos e só não supera os atrás citados anos de 2003 (cerca de 425.000 ha) e de 2005 (340.000 ha).

A ADESA tem tido uma participação muito intensa nos esforços do combate e de consolidação dos perímetros dos incêndios ocorridos, como já vem sendo habitual, na nossa área de intervenção e também fora dela sempre que solicitado pelas chefias do dispositivo de combate e que nos seja possível do ponto de vista operacional.

Salienta-se o intenso trabalho desenvolvido no grande incêndio de Góis/ Pampilhosa da Serra ainda no mês de Junho, com as 5 máquinas de rasto a operar, 4 delas practicamente ininterruptamente. Este incêndio lavrou ao longo de uma semana inteira, practicamente o mesmo tempo do incêndio de Pedrogão Grande, e consumiu vastas áreas florestais dos concelhos de Góis e Pampilhosa da Serra, num total de cerca de 17.000 ha.

Este ano a ADESA desenvolveu já trabalhos de combate, apoio ao combate e consolidação de perímetros de área ardida em incêndios nos concelhos de Arganil, Góis, Pampilhosa-da-Serra, Penacova, Tábua e Oliveira do Hospital, os municípios da nossa área de intervenção. Além destes, trabalhámos já nos concelhos de Sertã, Poiares e Montemor-o-Velho, num esforço solidário com estes municípios que já é também habitual na Direcção da ADESA.

Com esperança que as condições meteorológicas pelo menos não piorem, continuamos ao serviço dos municípios, das populações e da floresta da nossa região.


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